O estado de Mato Grosso guarda uma das reservas naturais mais expressivas do Cerrado brasileiro. A cerca de 65 quilômetros de Cuiabá, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães reúne mais de 32.600 hectares de área protegida.
As formações geológicas datam de centenas de milhões de anos, quando a região foi, alternadamente, fundo de mar e deserto.
Com 659 espécies vegetais catalogadas, 242 de aves e 76 de mamíferos, entre eles a onça-pintada, o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e o tatu-canastra, o parque está aberto todos os dias e os atrativos mais visitados não exigem agendamento prévio.
A seguir, um guia prático para planejar a ida.
O que torna a Chapada dos Guimarães um destino singular no Cerrado
Criado em 12 de abril de 1989, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães protege amostras significativas dos ecossistemas locais e sítios arqueológicos existentes na região.
As rochas registram períodos geológicos distintos, com formações de origem desértica e marinha no interior do parque e por isso se diz que Chapada dos Guimarães já foi mar e deserto ao longo de milhões de anos.
Esse passado geológico explica os paredões de arenito alaranjado, as grutas e as veredas que definem a paisagem local. Cada formação rochosa tem uma origem própria, legível para quem percorre as trilhas com um condutor credenciado.
Um parque no coração da América do Sul
O Mirante do Centro Geodésico marca, de forma simbólica, o ponto central do continente sul-americano.
A vista do alto é ampla e revela um vale coberto de vegetação nativa. O vento constante acompanha o turista e o acesso é livre e sem necessidade de agendamento.
O parque fica na bacia do rio Paraguai, protegendo as cabeceiras do rio Cuiabá, um dos principais alimentadores do Pantanal mato-grossense.
Visitar a Chapada é, também, conhecer a origem das águas que sustentam um dos maiores biomas tropicais úmidos do planeta.
Os principais atrativos do Parque Nacional
A estrela do parque é a Cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda e um mirante próximo da entrada.
A cachoeira, formada pelo rio Coxipó-Mirim, despenca entre paredões de arenito alaranjado e cria um visual bonito. O barulho da água ecoando pelo vale torna a experiência ainda mais impactante.
O atrativo é autoguiado, com entrada diária das 9h às 16h. Há estacionamento, banheiros e lanchonete no local.

Circuito das cachoeiras
O circuito é formado pelas cachoeiras: 7 de Setembro, Pulo, Degraus, Prainha, Andorinhas e Independência. Entre a Cachoeira da Prainha e a das Andorinhas, há duas piscinas naturais.
A trilha tem oito quilômetros de extensão (ida e volta), com nível de dificuldade leve a moderado.
Com limite diário de 150 visitantes, que deverão iniciar pela Cachoeira Véu de Noiva, a cachoeira pode ser visitada de forma independente. A entrada é gratuita e permitida entre 8h30 e 12h, com saída até às 16h.
Morro de São Jerônimo: para quem busca altitude e silêncio
Com 800 metros de altitude, o Morro de São Jerônimo é um dos pontos mais altos do parque.
Para chegar ao topo, é preciso fazer uma caminhada com guia credenciado e duração de cinco a seis horas, em trilha com subidas e descidas, além de uma pequena escalada.
Para as pessoas mais experientes, há a opção da travessia completa com um percurso de aproximadamente 23 quilômetros dividido em dois dias de caminhada, com pernoite em acampamento rústico na Casa do Morro, conectando a Trilha da Cachoeira Véu de Noiva, o Circuito das Cachoeiras, as Cachoeiras de Época e o Morro São Jerônimo.
Cidade de Pedra e Vale do Rio Claro
A Cidade de Pedra reúne formações rochosas de aspecto escultural, acessíveis pela MT-020 em direção ao distrito de Água Fria.
Em uma caminhada de 500 metros, o visitante chega a mirantes na borda dos paredões da Chapada, com visão do Vale do Rio Claro e das morrarias em um desnível de aproximadamente 350 metros.
Lá embaixo, é possível ver o contraste entre as veredas e o Cerrado, formando na paisagem o que muitos reconhecem como o contorno do Brasil. O acesso exige veículo 4×4 e condutor autorizado.

Como visitar o parque: orientações práticas
O período de dezembro a março tem maior incidência de chuvas, e de julho a outubro é época de seca, com altas temperaturas e possibilidade de incêndios florestais.
As trilhas são em área de cerrado, a maior parte sem sombra. Por isso, recomenda-se evitar caminhar nos horários mais quentes do dia, entre 11h e 15h.
O uso de meias, calçados adequados, boné e protetor solar é indicado.

Como chegar
Saindo de Cuiabá, o acesso é pela rodovia MT-251. São cerca de 65 quilômetros até a Chapada, trajeto que pode ser feito de ônibus, transfer ou carro. A rodovia é, em sua maioria, em pista simples com vários pontos de subida.
A cidade de Chapada dos Guimarães é a melhor base para explorar o parque, com boa oferta de hospedagem, alimentação e agências de turismo local.
O parque não dispõe de alojamentos internos e não é permitido acampar dentro de seus limites.
Quanto custa a entrada
A entrada no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães é gratuita. O agendamento de alguns atrativos, como o Circuito das Cachoeiras, é feito pelo portal gov.br.
A contratação de guia credenciado é obrigatória para trilhas como o Morro de São Jerônimo e a Cidade de Pedra, e muito recomendada para as demais.
Fauna e flora: o que observar nas trilhas
Entre as espécies presentes, destacam-se as que são endêmicas do Cerrado como a raposinha, aves migratórias como o gavião-tesoura, e espécies vulneráveis à extinção como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, a jaguatirica e a onça-pintada.
Papagaios, andorinhões e araras-vermelhas aninham-se nas falésias de arenito. O voo das araras pelo vale da Cachoeira Véu de Noiva é um dos momentos mais lembrados por quem visita o parque.
Para o observador de aves, o período entre abril e setembro concentra maior atividade das espécies residentes e migratórias.

Haacke e a valorização do que Mato Grosso tem de melhor
O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães é uma das razões pelas quais Mato Grosso reúne, em um único estado, escala produtiva e riqueza natural de padrão internacional.
Quem conhece o parque entende que o Cerrado é berço do agronegócio nacional e também território de paisagem rara, biodiversidade relevante e experiências.
Para quem considera estabelecer raízes ou expandir patrimônio nessa região encontra na Haacke empreendimentos de alto padrão que traduzem, em arquitetura e localização estratégica, o mesmo padrão de excelência que Mato Grosso projeta para o mundo.
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